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Cesar Veneziani em Poesia


Dançarina

É na ponta do pé que começa seu giro.
Com o braço no alto e a perna que inclina
Ao mais leve mover do seu corpo eu deliro: 
É o enorme poder de sua arte divina!

Cada gesto provoca um profundo suspiro
É a expressão deste olhar de agressiva felina
Que me atinge bem fundo, assim como a um tiro
Sedução em mulher que se faz de menina.

E uma música doce adiciona a essa cena,
Com requintes cruéis, em completa harmonia,
Uma justa união,corpo e imagem, que é plena.

E eu aqui, bem discreto, a exultar de alegria
Quando ao fim deste ato um sorriso me acena:
Ela ao palco, eu platéia, em total sintonia!

(em 23/10/2014)



Escrito por Cesar Veneziani às 15h48
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Havia a Via

(paródia ao poema "A Despedida do mau Governo que Fez o Governador da Bahia" de Gregório de Matos)

Só o que se via aqui nesta cidade
era um montão de carro enchendo a via.
Agora está pior, mais quem diria?
É coisa do prefeito, o Seu Haddad.

A faixa, que era pouca, hoje é metade
por conta de uma tal de ciclovia
e agora tem mais trânsito que havia.
É coisa do prefeito, o Seu Haddad.

A ideia é boa: a rua sem fumaça,
e dava pra fazer mais exercício.
Agiu por bem, não foi pura maldade.

Mas só que agora o trânsito é desgraça
Vazia a ciclovia é um desperdício
Desculpa aí, prefeito, Seu Haddad!

(em 20/10/2014)



Escrito por Cesar Veneziani às 15h47
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Eleições e os senões

(paródia ao poema "Ossos do Ofício II" de Glauco Matoso)

Quando vota em Tiririca,
Russomano ou Bolsonaro
todos dizem: tem titica
na cabeça sem preparo.
.
Isso é o povo, não critica
Basta apenas só parar um
pouco e ver: pior não fica.
Para mim isso é bem claro.
.
Ninguém mais tem paciência
pra gastar sua ciência
e depois ser enganado.
.
Sou devoto do bom voto
mas parece o cara roto
quando fala do rasgado!

(em 20/10/2014)



Escrito por Cesar Veneziani às 15h44
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Do Riso Fez-se o Pranto

Enfim termina o nosso tosco idílio...

E foi tão triste que não sobrou nada!

Sem cor, perfume, som ou qualquer brilho,

somente o negro frio da madrugada...

 

E a inspiração, qual épica a Virgílio,

que prometia a "olla" à arquibancada,

se fez menor, um pobre redondilho,

mal declamado à sombra na calçada...

 

Até o limite para o amor se esvai

a ponto de manchar toda a campanha

e após tanto nadar morrer na praia.

 

Não dá pra crer em mais esta façanha

e o que era aplauso agora vira vaia.

Assim não dá: mais um gol da Alemanha!

 

(em 24/09/2014)



Escrito por Cesar Veneziani às 11h10
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...Dá Asas

Beberica lentamente
no copo alto com gelo
olhando pra toda gente
faz gracejo, e ao fazê-lo,
se dirige às garotas,
todas leves, todas soltas.

E exibe roupa de grife
de gosto bem duvidoso.
Faz menção: bancar cacife
pra sair de lá glorioso.
Promete levar ao céu
quem for com ele ao motel.

Mas uma logo percebe
que o que ele afirma que é uísque
é energético que bebe.
Pra espanto de todos diz que
se afastem deste impostor
que é falso e mau ator!

Texto publicado no grupo "Rascunhos Poéticos" como resposta à "provocação" inspirada pelo texto de Zulmar Lopeshttp://zulmarlopesvasconcellos.blogspot.com.br/2014/02/agua.html em 17/09/2014



Escrito por Cesar Veneziani às 11h08
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Tantos Tês Nestas Estrofes

Não discuta!
Fico puto
se a disputa
vira luta.
Não insista!
À minha vista
é golpista.
O gesto
é indigesto
e funesto.
É gosto:
fico indisposto
com o suposto
desonesto.
Dou meu rosto
ao brusco gesto
e afasto
o desafeto
incauto
(nada astuto)
e resoluto,
neste minuto,
me manifesto:
"Estou de luto!"

Texto publicado no grupo "Rascunhos Poéticos" como resposta à "provocação" inspirada pelo texto de Giovani Ieminihttp://www.giovaniiemini.blogspot.com.br/2014/08/desentendimentos.html em 17/09/2014



Escrito por Cesar Veneziani às 11h08
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Morte Pensada

Eu sou um assassino a sangue frio.
Meus inimigos todos se vão
em vão
um
a
um.
Intolerante,
a cada dia meu pavio
fica mais curto que antes.
E planejo
e não pestanejo:
cumpro.
E curto cada instante de agonia.
Pena que toda a ação
(voa imaginação!)
acaba em poesia.

Texto publicado no grupo "Rascunhos Poéticos" como resposta à "provocação" inspirada pelo texto de Cristiano Deveras(http://ocovildodeveras.blogspot.com.br/2011/01/banho-de-sol.html) em 17/09/2014



Escrito por Cesar Veneziani às 11h07
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Nuance

vida pulsante
vida que vibra
em cada traço
do semblante
em cada nuance
em cada gesto
o riso do ser grato
que elege
valer a pena
cada cena
cada segundo
neste mundo
vida que contagia
quem diria
o cético descrente
vida que dá vida
à pobre vida da gente

(em18/07/2014)



Escrito por Cesar Veneziani às 14h01
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(Ben)Dito Popular(te)

Antes arte
do que nunca!

(em 27/05/14)



Escrito por Cesar Veneziani às 13h47
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Inefável

eu tenho um palpite
de como a geração "beat"
fazia poesia

com um "snif" no pó
ou tomando num gole só
a doidera
gera
o verso/vômito
galopar indômito
de imagens e sensações
caleidoscopicamente
na velocidade da luz
da alucinação
da ação
da mente/sonho
randômico
filmessequenciadeslides
a expor vaidades
e mitos
rito xamânico
a evocar o inefável

( em 23/05/2014)



Escrito por Cesar Veneziani às 13h45
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Fazer Poesia

(a Manoel de Barros)

meu canto é atento
lento alento
do que leio em tudo
grito mudo
que tropeça
em traços e letras
é pena, formão e lira
que ocupa espaços
entre a invenção e a mentira

(em 19/05/14)



Escrito por Cesar Veneziani às 13h45
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Retina

Opinião alheia
é filtro embaçado,
turvo,
fadado a distorcer a imagem.
Olhe sempre
com sua própria retina.
A vida ensina, 
mesmo que o que veja
seja miragem.

(em 23/04/14)



Escrito por Cesar Veneziani às 13h42
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Obcessão

Obcecado
por água

era

fã náutico

(em 12/02/14)



Escrito por Cesar Veneziani às 13h27
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Ecos

ouvindo Múcio Góes
ecoam tiques
de Leminski 
em sua voz

(Cesar Veneziani em 03/12/2013)



Escrito por Cesar Veneziani às 13h15
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Ícaro

"Le Poète est semblable au prince des nuées 
Qui hante la tempête et se rit de l'archer ;
Exilé sur le sol au milieu des huées,
Ses ailes de géant l'empêchent de marcher."
Charles Baudelaire


O poeta é um ser dotado de magia.
A lavra da palavra é seu ofício.
Constroi estrofes, versos - poesia!
Faz fácil o que pra todos é difícil.

A arte do poeta o torna alado
que voa, leve, a cada verso lido,
porque pra ele nada é censurado,
porque pra ele tudo é permitido.

Mas asas de um poeta são de cera
tal qual as de Ícaro - do Olimpo o deus.
Seus voos vão longe, tanto quanto o queira,
fazendo inveja até ao próprio Zeus!

No entanto se do Sol ele se acerca,
sonho que nele sempre se repete,
será seu triste fim porque, na certa,
a cera que sustenta a asa derrete!

(Cesar Veneziani em 02/12/2013)



Escrito por Cesar Veneziani às 13h10
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