Fênix
acordei envolto em cinzas livre das dores e infortúnios
me pus de pé amparado como uma criança que aprende a andar
sacudi o pó/passado impregnado em minha pele e alcei o voo do reviver em direção à luz
(12/01/2012)
Escrito por Cesar Veneziani às 13h24
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Crepúsculo
O Sol se pondo é belo e triste e cor E a nuvem mancha o manto azul que vai Adormecer fechando o olho que cai Tal qual quem presta a um deus algum favor.
E quando o Sol bem lento ao largo for Cumprir sua sina e assim da cena sai, Se instala o escuro, o breu, o horror! Ai, ai... É a hora então que forte vem a dor.
E o medo salta grave e treme o senso, Mas não da luz que falta e gera o escuro E sim da solidão: pavor intenso.
E busco a força lá no fundo, eu juro! E num esforço grande, enorme, imenso, Meus toscos erros outra vez aturo.
(03/01/2012)
Escrito por Cesar Veneziani às 15h47
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Rastro
a marca deixada pelo rastro do perfume ainda me guia mesmo cego de saudade
(14/12/2011)
Escrito por Cesar Veneziani às 16h00
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Confraternização de fim de ano
Festas, destas chatas, cheias de falsos risos, como falsas as gravatas que o ano porta. Festas de ausências ao nosso lado, inseparáveis, à nossa porta. Espero mais que a carne pingando gordura, ou o doce pingando chocolate, que o tempo fende, funde e empoça!
Não quero teu presente, te quero presente!
(13/12/2011)
Escrito por Cesar Veneziani às 15h59
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Sendo Otário
Ando tão sedentário que nem sedentário eu ando:
vou de carro!
(07/12/2011)
Escrito por Cesar Veneziani às 15h57
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SAU DOI DE
Em dias doentes há febre, há náusea... A causa (não vê?) se escreve: você ausente!
(01/12/2011)
Escrito por Cesar Veneziani às 23h21
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Amanhecedor de sorriso em alma triste
sou Sol? sou só a luz que expulsa a sombra...
(21/11/2011)
Escrito por Cesar Veneziani às 12h44
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Instantâneo
ah, nem sei o que sou... quer saber? nem quero saber... sou o que sinto que quero ser sou o que você sente em mim sendo assim sou sem ser ou sendo de fato? guarde de mim o que guarda o retrato...
(21/11/2011)
Escrito por Cesar Veneziani às 12h43
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Estátua de Drummond em Copacabana
Seu Carlos, estátua atenta, ouve os lamentos do bêbado que passa, senta, e desata o discurso de infortúnios e depois se levanta, agradece, tece loas às boas maneiras do mineiro que, tímido, nem se move.
Comovido volta à vida de bar em bar, enquanto Seu Carlos (o Drummond de bronze), de costas pro mar, sonha...
(02/11/2011)
Escrito por Cesar Veneziani às 10h28
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Trova da Saudade
A saudade causa dano, nas imagens da memória. Um detalhe vira engano, passe um dia ou passe um ano, e aí já vira história... Tuas imagens, de tão belas, luto para não perdê-las. E pra não ficar sem elas vou além destas janelas: toda noite colho estrelas!
(25/10/2011)
Escrito por Cesar Veneziani às 10h27
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Mal do Século
Tosse. Tosse. Toooooooosse... Escarro amarelo denso e eu penso: "Só porque escreve toscos versos se atreve a sonhar tuberculoso? Pretensioso! O século é outro, o charme é outro... Deste século, o mal é o sarro virtual.
Cospe o escarro, tosse e esquece."
(31/08/2011)
Escrito por Cesar Veneziani às 16h05
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Tradução
se le mot é o mote verto suor a lot verto a valsa em xote y el campesino comme un bambino gosta e dança
a diferença está no papel
na alma não há uma babel
(03/10/2011)
Escrito por Cesar Veneziani às 12h26
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Vital
tudo inexoravelmente tudo leva a você fim maior
mesmo pétreo cedo ou tarde me desfaço e esteja onde estiver sigo incansavelmente até seu ser
mesmo nos céus meu destino é o mergulho em seus braços
eu fluído vital você o mar amar amor
(16/08/2011)
Escrito por Cesar Veneziani às 08h13
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Roça à alma
para todos matizes sensoriais és bela flor
mas o que arrebata com certeza é a beleza
interior
(20/07/2011)
Escrito por Cesar Veneziani às 11h54
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Clark & Lois
a distância de ti me torna fraco faz minh´alma
aflita
meus superpoderes se vão como se imersos em
kriptonita
(18/07/2011)
Escrito por Cesar Veneziani às 22h02
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