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Cesar Veneziani em Poesia


Testoterona

quando a bunda
abunda em importância
quando o relevo
tem mais relevância
e o sensual mais que o senso
penso que o pensamento
é escasso e caço
a satisfação reptilínea
pra depois, ora pois
andar na linha reta
asceta
do sonho do poeta

(25/10/2009)



Escrito por Cesar Veneziani às 15h10
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Forma

Se a forma te torna
beleza fora de norma,
e a alma plena te faz serena
musa em prosa ou poema,
resta aos instintos meus
ante os prodígios teus
dar graças a Deus!

(17/11/2009)



Escrito por Cesar Veneziani às 11h12
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A Espera

A espera impera.
Ah, quem me dera
   ter-te aqui e agora...
Te ter distante
sem ter diante
   do olho que implora,
é como o coma
flor sem aroma
   tempo sem a hora.
Venha que espero,
tanto te quero...
   Então, não demora!

(14/11/2009)



Escrito por Cesar Veneziani às 16h56
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Nesta Vida

de marcas
deixei os filhos
com suas próprias impressões digitais

de mensagens
deixei meus versos
uns criativos, outros banais

de tristes
deixei meus erros
que esqueci há tempos lá atrás

e surpreso
deixei a mim mesmo
ao encontrar o amor que não esperava mais

(10/11/2009)



Escrito por Cesar Veneziani às 16h40
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Surgi

Surgi
de onde ou como ou porque não sei.
Deram-me uma vida
que eu não pedi
e me disseram:
- V
iva!
E a vida é dura e injusta e cruel...

Inventei o sonho pra me distrair.
Ouvi dizer de um tal de amor
que ninguém sabe bem o que é...
Bogagem,
meus sonhos me bastam.

(10/11/2009)



Escrito por Cesar Veneziani às 15h31
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Dó Si Sol

o rock antigo alegre
contrasta com o eu triste
hoje sou tango arrastado
de tanto angustiado
que te espero

sou bolero, samba canção
até o momento de nossa união
quando numa alegria sem igual
seremos marchinha de carnaval

30/10/2009



Escrito por Cesar Veneziani às 21h44
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Vela Apagada

vela apagada sem luz
terço de contas sem cruz
vaso vazio sem a flor
altar, rés do chão sem ardor

oração sem coração
fé que se finge ilusão
fé sem noção, sem motivo
morto que ainda está vivo

(30/10/2009)



Escrito por Cesar Veneziani às 21h41
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Dr. Poesia

(Ao amigo e poeta, Dr. Celso Mendes)

voz ativa e delirante
do poeta que de dia
cura o corpo doente
de gente que de noite
vira mote de poesia

da ciência ganha o pão
trata a dor, cura o mal
e tal mágico curandeiro
voa ligeiro entre mundos
vai da ilusão ao real
ou no sentido inverso
e nos prescreve mls
nas veias dos seus versos

(29/10/2009)


Escrito por Cesar Veneziani às 17h02
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Barraca da Fruta Doce

Vendo fruta fresca, quem vai querer?

Na laranja, tira a casca que fica a vitamina C.

O kiwi é importado, não tem aqui.

O melão, docinho, ta muito bom!

E a uva, maluco? Come em natura ou faz um suco!

- Deixa eu provar uma ameixa?

- Fique à vontade! Prove um morango mais tarde!

 

Vendo fruta, torno tua vida doce.

(Ah, se minha vida assim fosse!

Sem você segue amarga,

dura paga do destino...)

(24/10/2009)



Escrito por Cesar Veneziani às 18h26
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Beco

Conto, num beco, num canto,
a um gato atento e tácito,
com um cinismo insensato e ácido,
o fracasso de um desencanto.

E o gato, fingindo atenção,
me ouve em silêncio, calado.
Não fala sequer um miado,
Não quer me passar um sermão!

E eu, todo fraco, falido,
não ligo: um desabafo desato.
Me xingo, eu me desacato,
num discurso sem sentido.

E o dia, indiferente,
pare a luz e a noite mata.
E a solidão, insensata,
é um gato à minha frente.

(17/10/2009)



Escrito por Cesar Veneziani às 15h35
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em branco e em preto
se esconde essa solidão
no fundo de um beco

(17/10/2009)



Escrito por Cesar Veneziani às 15h34
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Missão

Qual heróico mensageiro,
ligeiro cumpro a missão.
Nas mãos trago a encomenda.
Entenda, toda missão é sagrada,
palavra de honra empenhada,
e nada me faz não cumpri-la.
Pego fila, ando ao relento,
lento ou com bastante empenho,
tenho um dever a cumprir.
Sorrir sempre, mesmo sozinho,
levando ouro ou garrafas de vinho!

(17/10/2009)



Escrito por Cesar Veneziani às 15h34
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Curvas

Lá nas curvas do esquecimento,
onde longe deixei quem fui,
o sonho tornou-se lamento,
castelo de cartas que rui.

E hoje vem o pesadelo
que mostra o fantasma que sou
por ter renegado o modelo
que a essência em criança mostrou.

Então vou ao meu labirinto
buscar minha essência perdida.
Fazer do que quero o que sinto,
tornar verdadeira esta vida!

(17/10/2009)



Escrito por Cesar Veneziani às 15h33
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Violinos

violinos vivaldinos
criam do clima
em claves clássicas
música mística
que soa suave e sensível
e nos traz toda a paz

(10/10/2009)



Escrito por Cesar Veneziani às 11h39
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Coito Verbal

a língua lambe o verbo
arrrepia o som
e o símbolo assume o signo
que se grafa no papel

quem ouve ou escreve
quem fala ou lê
logo sente o frêmito
da mensagem em penetração
do gozo do entendimento

(03/10/2009)



Escrito por Cesar Veneziani às 21h50
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