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Cesar Veneziani em Poesia


Retalho

Todos somos cacos tristes,
vasoalmadecristal
que se parte em mil pedaços...

Todos somos solitária sobra,
traporetalhoroto
da túnica de um néo fidalgo...

Todos somos busca insana,
sonhoincessanteinsistente
que nos mantém vivos...

(25/04/2012)



Escrito por Cesar Veneziani às 08h49
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Pequenos sons de outono

A folha que,
já seca,
o impulso sente
e estala
e solta
e salta
e voa ao vento,
de um mês de abril
que teima e ainda é quente,
se junta às outras folhas no cimento
em roda de ciranda,
docemente,
e brinca,
pula,
dança,
- é sentimento -
e faz um quase guizo
diferente do grito
de ser livre no momento...

E o galho que,
desnudo,
resistiu,
agora sem a folha desgarrada,
emite ao vento
um longo assobio pungente
de uma voz desconsolada
anunciando o tempo à frente
- o frio -
seu único parceiro,
só,
mais nada...

(17/04/2012)



Escrito por Cesar Veneziani às 15h30
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Repente pro lançamento do livro Neblina

Hoje é o dia, hoje é o dia,
do Neblina ser lançado!
É meu livro de poesia,
o segundo, quem diria,
que entra hoje no mercado!
To feliz, quase explodindo,
e bastante ansioso!
É que a hora já vem vindo,
e apesar de ele estar lindo,
me bateu certo nervoso...

(30/03/2012)



Escrito por Cesar Veneziani às 11h23
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Sonata & Soneto

Na vez primeira em que se viram
foi choque, um baque, um treco, um troço,
e a sensação que, então, sentiram:
"amar, meu Deus, será que eu posso?"

E ela de pronto ouviu surpresa
uns doces sons de sinfonia,
e ele espantou-se com a riqueza
dos versos que ela o sugeria.

E os papos foram fulminantes,
e a sensação de um "deja vu":
"Nunca passei por isso antes!"
"Nem eu! Isto jamais senti!"

E o par ficou perfeito
selando esta união:
eu - letra assim sem jeito,
e ela - bela canção!

(24/03/2012)



Escrito por Cesar Veneziani às 11h22
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União

faz a força
faz a forca
é lema
é lama
é tema
é trama
é o fim do eu pelo nós
contradição
na era da solidão
do viver a sós

(21/03/2012)

 



Escrito por Cesar Veneziani às 11h20
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Recomendação das lideranças aos religiosos fundamentalistas

ateia fogo
à teia
atéia

(07/03/2012)



Escrito por Cesar Veneziani às 11h19
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Beija flor

Minha alma é beija-flor:
Voa alegre o tempo todo.
Vai assim, de flor em flor,
Colhe néctar, colhe amor,
Faz da vida um suave jogo.
E se o tempo não coopera,
Faz da espera reflexão,
Porque o tempo logo altera,
Porque o erro é uma quimera,
Porque o certo é convicção!!!

(24/02/2012)



Escrito por Cesar Veneziani às 11h17
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Compulsivo (Nanoconto)

Não resistia: toda vez que via cd ou dvd de Eric Clapton, roubava! Era Claptonmaníaco...

(13/01/2012)



Escrito por Cesar Veneziani às 11h16
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Fênix

acordei
envolto em cinzas
livre das dores e infortúnios

me pus de pé
amparado
como uma criança que aprende a andar

sacudi o pó/passado
impregnado
em minha pele
e alcei o voo
do reviver
em direção à luz

(12/01/2012)



Escrito por Cesar Veneziani às 13h24
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Crepúsculo

O Sol se pondo é belo e triste e cor
E a nuvem mancha o manto azul que vai
Adormecer fechando o olho que cai
Tal qual quem presta a um deus algum favor.

E quando o Sol bem lento ao largo for
Cumprir sua sina e assim da cena sai,
Se instala o escuro, o breu, o horror! Ai, ai...
É a hora então que forte vem a dor.

E o medo salta grave e treme o senso,
Mas não da luz que falta e gera o escuro
E sim da solidão: pavor intenso.

E busco a força lá no fundo, eu juro!
E num esforço grande, enorme, imenso,
Meus toscos erros outra vez aturo.

(03/01/2012)



Escrito por Cesar Veneziani às 15h47
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Rastro

a marca
deixada pelo rastro do perfume
ainda me guia
mesmo cego de saudade

(14/12/2011)



Escrito por Cesar Veneziani às 16h00
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Confraternização de fim de ano

Festas,
destas chatas,
cheias de falsos risos,
como falsas as gravatas
que o ano porta.
Festas de ausências
ao nosso lado,
inseparáveis,
à nossa porta.
Espero mais
que a carne pingando gordura,
ou o doce pingando chocolate,
que o tempo fende, funde e empoça!

Não quero teu presente,
te quero presente!

(13/12/2011)



Escrito por Cesar Veneziani às 15h59
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Sendo Otário

Ando tão sedentário
que nem sedentário eu ando:

vou de carro!

(07/12/2011)



Escrito por Cesar Veneziani às 15h57
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SAU DOI DE

Em dias doentes
há febre,
há náusea...
A causa
(não vê?)
se escreve:
você
ausente!

(01/12/2011)



Escrito por Cesar Veneziani às 23h21
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Amanhecedor de sorriso em alma triste

sou Sol?
sou só
a luz
que expulsa
a sombra...

(21/11/2011)



Escrito por Cesar Veneziani às 12h44
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