Sal
O choro é a alma que se desfaz e que dos olhos rola, goteja, e lá no sal que destila traz a desventura de uma tristeza. Sou só e só sempre a sina sigo de estar fadado a chorar demais. Agindo assim eu corro perigo de não achar nunca minha paz. E cai a lágrima, indiferente, como se fosse assim natural. E o sentimento se faz ausente, como se bem fosse o que é mal! Ah, e essa lágrima que não seca, como quem paga mais do que peca...
(28/01/2010)
Escrito por Cesar Veneziani às 18h00
[]
[envie esta mensagem]
[ link ]
Abissal
O mar é beleza, é sonho, é vida. E tal como nos sonhos, o que encontramos nas profundezas é o frio, a treva, o nada absoluto...
(28/01/2010)
Escrito por Cesar Veneziani às 17h59
[]
[envie esta mensagem]
[ link ]
Final
esperamos sempre um final feliz e principalmente em casos de amor mas bem comumente o fato me diz que dá tudo errado seja como for então que se sente numa hora dessas não importa com quem é tudo igual tal como na estória que finda às avessas quando nosso herói morre no final
(28/02/2010)
Escrito por Cesar Veneziani às 17h54
[]
[envie esta mensagem]
[ link ]
Dilema
No meio do papo um poema. No meio o hiato e um tema e o fato ou dilema: o quarto ou cinema?
(19/01/2010)
Escrito por Cesar Veneziani às 09h54
[]
[envie esta mensagem]
[ link ]
TerreMortos
ai de ti Haiti pobre pedra podre que treme e trama o trauma em tanta gente
(18/01/2010)
Escrito por Cesar Veneziani às 17h23
[]
[envie esta mensagem]
[ link ]
Haikais
Poemas realizados durante minioficina no Museu da Língua Portuguesa em dezembro de 2009, a partir do modelo proposto por Guilherme de Almeida, e publicados na revista eletrônica Cronópios. http://www.cronopios.com.br/site/poesia.asp?id=4370 A chuva na roça. Coaxa o sapo que acha um palco: sua poça. Calor e umidade que agite o “aedes aegypt”: terror na cidade. O bêbado ao vento de tanto que oscila tonto caminha bem lento Fina está a garoa. Na lama, andando reclama nervosa patroa. (*) orvalho de prata com jeito escorre no peito suor da mulata (*) Escrito em parceria com Rita de Cássia Ramos
Escrito por Cesar Veneziani às 11h55
[]
[envie esta mensagem]
[ link ]
Quintessência
hoje oco vazio cheio de nada flutuo levito em direção ao vazio dos vazios celeste
(13/01/2010)
Escrito por Cesar Veneziani às 11h21
[]
[envie esta mensagem]
[ link ]
Hora
o espelho mostra um esboço um fundo de poço um velho moço carcomido pelos erros pelos enganos pela ilusão alguém que deixa filhos versos maltrapilhos e um grande nada como legado
ver-me verme espectro tosco do sonho de criança não me dá saudade angústia ou medo apenas a certeza de que é hora da partida sem despedida em segredo
(12/01/2010)
Escrito por Cesar Veneziani às 11h14
[]
[envie esta mensagem]
[ link ]
Ponte
uma ponte que aponte que junte, que estreite e que leve, de leve quem se atreve e atravesse
uma ponte que encante e no entanto o pranto se torne alegria após travessia
a ponte está adiante e o instante é esse vê se não vacila pegue a fila siga a corrente ou então suba e pule e se orgulhe de morrer como indigente
(11/01/2010 )
Escrito por Cesar Veneziani às 13h31
[]
[envie esta mensagem]
[ link ]
Lodo
engulo os ângulos de visada dou risada da desesperança e a cada dia que avança o tempo me arrasta deixo pedaços nacos trecos troços ao longo da trilha traçada e isto é o que fica de mim partes que apodrecem assim antes do resto todo no lodo do passado
(11/01/2010)
Escrito por Cesar Veneziani às 13h29
[]
[envie esta mensagem]
[ link ]
Nada
a imagem se faz no escuro sem sombras as palavras se grafam em branco no branco do papel a música soa no silêncio da mudez e o sentido que se construa do nada
(09/10/2010)
Escrito por Cesar Veneziani às 14h08
[]
[envie esta mensagem]
[ link ]
Descartes
me pedem calma e lucidez enquanto a vida flui enquanto a inércia a descarta mas não sou planta nem pedra a busca e o novo me movem a loucura que não exerço me fascina já sou calmo e lúcido demais quero incendiar o que ainda se queime em mim fogo fátuo, que seja! ter o bouquet de um vinho que se abre a cor alegre de um dia de luz o grito desesperado de um orgasmo intenso algo mais que um simples existo porque penso
(08/01/2010)
Escrito por Cesar Veneziani às 09h12
[]
[envie esta mensagem]
[ link ]
Sádica
se diz acupunturista e eu meio besta meio artista entro nesta e "hasta la vista"
(07/01/2010)
Escrito por Cesar Veneziani às 19h14
[]
[envie esta mensagem]
[ link ]
Toque
tocar em "play" mexe, eu sei tocar em "touch" vich, gamei
(07/01/2010)
Escrito por Cesar Veneziani às 11h00
[]
[envie esta mensagem]
[ link ]
O Céu de São Paulo
Mal olho o céu ultimamente. Quando muito vejo a lua, que é grande e intrusa e nua, e se coloca enorme à minha frente.
Ainda estão nos céus as estrelas? As luzes da cidade e o céu sempre nublado travam a vista cansada qual cadeado, que não me esforço mais para vê-las.
Às vezes algum sonho ou fantasia me sacode a razão e faz brotar uma luz estranha lá no céu. Isso me conduz, tal estranheza, a fazer poesia.
E o verso sai obscuro... Vejo na hora que esses sonhos destreinados e a falta de luz nos olhos desfocados fazem poema ruim. Amasso e jogo fora.
(06/01/2010)
Escrito por Cesar Veneziani às 09h40
[]
[envie esta mensagem]
[ link ]
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
|