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Cesar Veneziani em Poesia


Coito Verbal

a língua lambe o verbo
arrrepia o som
e o símbolo assume o signo
que se grafa no papel

quem ouve ou escreve
quem fala ou lê
logo sente o frêmito
da mensagem em penetração
do gozo do entendimento

(03/10/2009)



Escrito por Cesar Veneziani às 21h50
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Tédio

da janela do meu prédio
olho, olho e nada vejo
          só tédio

tomo então um remédio
mas nada cura
          esse tédio

penso em amor, me vem o assédio
tudo o que sinto é nada
          só tédio

não sou bom nem mau, sou médio
como é medíocre
          esse tédio

(03/10/2009)



Escrito por Cesar Veneziani às 21h49
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Eco

sua ausência
   me deixa na iminência
      da demência
é silêncio que grita calado
é imenso gigante pesado

mesmo sendo ausente
seu nada se faz presente
eco em meu coração vazio
estio de tudo que prezo
rezo em revolta
volta, volta, volta, volta...

(03/10/2009)



Escrito por Cesar Veneziani às 21h46
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Sonho de Menina (ou Sobre Donzelas e Cavaleiros)

Te espero, belo príncipe encantado,
que vindo em seu cavalo branco e altivo,
me livre do castelo primitivo
da torre onde o amor me é privado.

E então, com toda a pompa e engalanado,
que grite aos quatro ventos o motivo:
o amor, que ao coração era cativo,
é livre e hoje é vivenciado!

Te espero e enquanto, príncipe, não vens,
ensaio aqui na torre o nosso ninho
que se fará verdade em algum dia.

Então serão meus sonhos os que tens
e nos brancos lençóis de puro linho,
de amor será grafada esta poesia...

(Publicado ne Revista Eletrônica Falópios em 22/09/2009, sob o pseudônimo de Lady Elizabeth Hope)



Escrito por Cesar Veneziani às 09h26
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Mãe Poeta

barriga de mãe poeta
é carinho a mais, na certa
sensibilidade que faz nutrir
sorrir o feto ao gesto imaginado
se saber amado
ainda que num mundo flutuante
qual nave espacial
e ligada à vida terrestre
pelo cordão umbilical
mãe poeta faz poesia
com ou sem rimas ou metrificações
no ritmo da sintonia
das batidas dos corações

(Em homenagem à jornalista e poeta Malu Sant´Anna, em 30/09/2009)



Escrito por Cesar Veneziani às 15h27
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Sobre a poesia de Ruy Villani

Te ler
é assim:
sorver,
enfim,
essência
em poesia.
Ciência
que desvia
a lógica
ao sentir,
mágica
que faz
sorrir,
som
que traz
o bom
do âmago
pra fora
cavado.
Amigo,
por ora,
obrigado!

(17/09/2009)


Escrito por Cesar Veneziani às 15h25
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Prece

o homem se sonha é louco
se pensa é frio
onde estará o bom senso coletivo
que motive o indivíduo
e que não fira a sociedade
na verdade o bem pessoal
vira mal aos outros
que vêem na busca da felicidade
desafio ao sofrer por igual
e o diferente de repente
é inimigo que se evita
objetivo que se esquece
fé que prescinde a prece

(26/09/2009)



Escrito por Cesar Veneziani às 15h18
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Língua

laço
    que une almas no beijo
arco
    que lança setas à maçã na cabeça
faca
    que corta e perfura face à face
espada
    que mutila em nome da honra
revolver
    que completa a tocaia
metralhadora
    que dispara mil palavras por minuto

a língua é arma de amor ou luto

(26/09/2009)



Escrito por Cesar Veneziani às 15h15
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