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Beco
Conto, num beco, num canto, a um gato atento e tácito, com um cinismo insensato e ácido, o fracasso de um desencanto.
E o gato, fingindo atenção, me ouve em silêncio, calado. Não fala sequer um miado, Não quer me passar um sermão!
E eu, todo fraco, falido, não ligo: um desabafo desato. Me xingo, eu me desacato, num discurso sem sentido.
E o dia, indiferente, pare a luz e a noite mata. E a solidão, insensata, é um gato à minha frente.
(17/10/2009)
Escrito por Cesar Veneziani às 15h35
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em branco e em preto se esconde essa solidão no fundo de um beco
(17/10/2009)
Escrito por Cesar Veneziani às 15h34
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Missão
Qual heróico mensageiro, ligeiro cumpro a missão. Nas mãos trago a encomenda. Entenda, toda missão é sagrada, palavra de honra empenhada, e nada me faz não cumpri-la. Pego fila, ando ao relento, lento ou com bastante empenho, tenho um dever a cumprir. Sorrir sempre, mesmo sozinho, levando ouro ou garrafas de vinho!
(17/10/2009)
Escrito por Cesar Veneziani às 15h34
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Curvas
Lá nas curvas do esquecimento, onde longe deixei quem fui, o sonho tornou-se lamento, castelo de cartas que rui.
E hoje vem o pesadelo que mostra o fantasma que sou por ter renegado o modelo que a essência em criança mostrou.
Então vou ao meu labirinto buscar minha essência perdida. Fazer do que quero o que sinto, tornar verdadeira esta vida!
(17/10/2009)
Escrito por Cesar Veneziani às 15h33
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